sexta-feira, novembro 19, 2010

Notas de Repúdio

Não sei que diga, não sei que comente. Ainda estou em estado de choque..

Não é apenas pelo uso da língua inglesa (que nada tem a ver com Tunas), em temas que nada se coadunam com o mester tunante, mas é a abjecta facilidade e falta de decoro nna mensagem subjacente das letras cantadas que enxovalham tudo quanto é civismo e boa educação.

Uma Tuna não pode achar ser pau para toda a colher e que em Tuna vale tudo. Há limites, e começam desde logo pelo bom-senso e por saber ser e estar dentro de uma comunidade que tem balizas.
Desrespeitar assim a cultura e a imagem da Tuna Portuguesa é lamentável.

Lastimável, a todos os títulos, que a cultura tunante seja assim desvirtuada, espezinhada e que a sua imagem seja tão levianamente ignorada.
Não é por falta de qualidade musical, mas a falta de tudo o resto.

Haja dignidade, a qual não passa por subliminares referências obscenas e por reduzir a Tuna a esses preparos, ao show-off medíocre, à libertinagem verbal escatológica, independentemente do público e evento em causa.




Mas o facto é que o video não mostra uma Tuna. Não pode, porque Tuna não é aquilo, definitivamente. Qualquer semelhança  é pura ficção.
Geograficamente, é um deserto de tuna.

PS - No video em causa, na actuação em causa (exclusivamente o que aqui é analisado), não posso cognominar Tuna a quem assim não soube ser ou estar. Não se confunda tal com ajuizar sobre se é ou não uma Tuna, apenas de deixar claro que naquele momento que o video retrata, não o foi.

70 comentários:

As Minhas Aventuras na Tunolândia disse...

NOTICIA DE ULTIMA HORA: Os U2 vão lançar um me(r)dley com os seguintes temas, só pra curtir, claro:

- Quem será? (O pai da criança)
- Sonhos de Menino(s)
- Vamos fazer o que ainda não foi feito.
- Pós Modernos
- "A Portuguesa" (com guitarrada do The Edge no final.)

Marta disse...

E há quem tenha orgulho nisto (e noutras pérolas similares que vagueiam pelo Youtube). Enfim. Tenho pena do rumo que a Desertuna tem levado desde alguns anos a esta parte... e com tendência a piorar.
Acho que disseste o que havia para dizer. (E preparemo-nos - eu, tu, e os que comentarem a favor do teu post - para as chicotadas).
Beijinhos.

Anónimo disse...

É uma vergonha.

Afinal quando aparecem nos certames é só pra inglês ver, porque depois esquecem o que é uma tuna (se é que sabem)e vendem a alma para se tornarem num grupo pimba.

Uma tuna deve saber ser tuna seja num festival seja numa recepção ao caloiro, no festival do oeste ou no arraial de alguidares de cima.

Isso é travestimento, uma autêntica prostituição de conceitos e de ideais da tuna portuguesa.

Nunca pensei ver tipos que se dizem tunos todos felizes por serem tão grosseiros, tão broncos e mal educados.
É esta a cultura e a imagem dos tunos? Ser grosseiro e usar o sexo para conseguirem visibilidade?
Nunca pensei ver um grupo descer tão baixo, ser tão baixo nível, e achar que isso é que é.

Como diz o artigo aquilo é um deserto, porque a única flora e fauna são o baixo nível e a má criação.

Brincadeira tem limites.

C.S.

Anónimo disse...

Sinto pena e vergonha. Eu estive la e achei aquilo tudo exagerado.
Não é a primeira vez que estas coisas acontecem mas de facto não tem sentido que as tunas tenham esse tipo de comportamento.
A actuação tinha ritmo, era envolvente, puxava pelo pessoal, as musicas eram superconhecidas.
O pessoal já acha normal e á musicas que são quase um hino e que toda a gente conhece e canta.
Mas não concordo com as letras porque é degradante mas as pessoas nem pensão no que dizem e dizem por brincadeira.
O que eu acho é que uma tuna não devia dar esse tipo de exemplo e ser essa a sua maneira de ser porque dá muito mau aspeto e acho que é uma vergonha as pessoas ficarem com a imagem dos estudantes que só sabem dizer palavrões e serem deseducados.
Ainda bem que não fui filmada.
Eu acho que não é a musica que está mal mas sim o que dizem porque isso sim é uma vergonha para a nossa academia.

Graça Nunes

Patricia disse...

"O que eu acho é que uma tuna não devia dar esse tipo de exemplo e ser essa a sua maneira de ser porque dá muito mau aspeto e acho que é uma vergonha as pessoas ficarem com a imagem dos estudantes que só sabem dizer palavrões e serem deseducados. Ainda bem que não fui filmada.
Eu acho que não é a musica que está mal mas sim o que dizem porque isso sim é uma vergonha para a nossa academia."

Graça , minha querida, ainda me vais dizer onde e qd é que ouviste a desetuna dizer palavrões ou ser mal educada!!! é que se me estas a falar da recepção eu tb la estava e não ouvi nd disso ... VI SIM foi um grande espetaculo que qd acabou só se via tudo a ir embora!

vergonha para a academia? fala por ti , só sinto orgulho neste grupo que nos representa e mt bem dentro e fora da covilhã ...
tomem juizo, falem da crise e do socrates e da problemática que é conseguir ser estudante nestas condiçoes , não em quem trabalhar para nós e por nós ...

força DESERTUNA, podem ter três ou quatro a deitar a baixo ... mas têm 1000 a puxar pa cima!!!!


''deserto de tuna"? São mais tuna a desertuna dormir do que voçês em cima de palco!

já agr ... marta, Só uma duvida ... A QUE TUNA PERTENCES???

Paulo Martins disse...

Cara Patrícia,

Ainda bem que há pessoas que, como tu, vestem as camisolas das respectivas Academias e defendem acerrimamente os seus ícones. Esta é a base da construção associativa pura e desinteressada, geradora de empatias e amizades.
No entanto e apesar do louvor à generosidade que demonstras não posso deixar de te lembrar que os que amamos também erram, magoam e injustiçam.

Não vou ao ponto de afirmar que a Desertuna é um deserto de Tuna, porque simplesmente o convívio recente me demonstrou não o ser.Bem pelo contrário.

O que acho deste episódio e da escolha de repertório, porque é disto que se trata, é que não terá sido o mais feliz e não pode justificar-se como meio para alcançar a validação junto do público. A Desertuna pode e sabe, porque já vi, fazer muito mais e melhor. Não precisa destes expedientes artísticos colaboracionistas com o estudante bacoco e empacotado de alcool.

Como um dos símbolos máximos da Academia da UBI as responsabilidades culturais são acrescidas em dobro. A capacidade de passar mensagem é tal que obriga à ponderação e a uma certa cautela. Uma Tuna não pode ser reconhecida apenas pela sua irreverência mas fundamentalmente pelas suas postura e qualidades musicais. Não nos podemos esquecer nunca quem somos e o que representamos.

Não sou contra o uso do inglês nas Tunas, e não consigo, por mais argumentos que me deem, perceber a diferença entre cantar em Italiano, Espanhol, Russo, Indiano, Latim ou em Inglês, ou mesmo executar peças de compositores de todo o Mundo. Da Argentina ao Japão, do Folk ao Tango, da Valsa à Rumba, das Czardas às peças de Bach. Mas isso é outra discussão e não considero que tenha sido por aí o penalty cometido pela Desertuna. Tratou-se tão só de ser-se uma coisa que quando em outros actos que possam ser tidos de maior importância nunca por nunca se é.

Das duas uma ou foi falta de coerência ou os estudantes da UBI significam pouco para a Desertuna.

Cumprimentos

Paulão

Marta disse...

"marta, Só uma duvida ... A QUE TUNA PERTENCES???"

Pertenço a todas aquelas que, fim-de-semana após fim-de-semana, me acolhem entre si e me ensinam e dão tanto. Este espaço não chegaria para as enumerar.
Ainda assim, não entendo o que é que isso tem a ver com o que aqui foi escrito. Se achas que só quem pertence a uma tuna é que tem direito a opinião, lamento informar-te que... não é assim.

As Minhas Aventuras na Tunolândia disse...

Caro Paulão, aquele abraço.

Relativize-se as coisas mas sem deixar de se ser sério, digo eu. São opções, seguramente. Uns concordão outros não. Tudo muito certo. conquanto o diálogo se manteha salubre, discordar não é sinal de inimizade, conceitos distintos.

Como sabes, desde há uns anos largos a esta parte tenho - juntamente com outros amigos - estudado profundamente o fenómeno, e em duas vias completamente distintas mas complementares:a 1ª a histórica e seu levantamento de facto daquilo que somos; a 2ª via a da vivência actual, anseios, opções, escolhas, caminhos que se percorrem hoje. Até até - e usando a língua da moda - so far so good.

Acontece é que não há, em lado algum da vasta história da tuna estudantil ou mesmo fora do contexto estudantil, em qualquer parte do mundo, qualquer justificação para a utilização da língua anglo-saxónica. São factos, não opiniões. Se isso quer dizer que se pode usar, não quer dizer nem que sim nem que não, a resposta vai de encontro á tal 2ª via do conhecimento empírico de hoje, pois na 1ª pessoa o constatamos. Se é crime, certamente não o será. Se é manifestamente desadequado, seguramente que o é. Usar-se aqui e ali, muito bem - e daí ter começado por dizer que discordar não é a mesma coisa que inimizade (ainda há quem monte este equívoco para assim, qual Dama violada, vir a terreiro misturar conceitos)-e nada a obstar; uma vez sem exemplo, parece-me lindamente. Já me parece curioso que, sendo normal, natural, hoje, cantar-se em inglês (e vamos por aí então) então porque razões tal não é feito sempre e em qualquer circunstância? Dá a terrivel sensação de que quem o faz parece ter alguma "vergonha" de tal e por qualquer razão que não consigo discernir. Ou seja, se é assumidamente uma opção, então porque razões essa opção não é assumida completamente em várias circunstâncias, tempos e lugares?

E é dessa postura ambígua que advem a minha posição. Se afinal se pode cantar em qualquer língua e em tunas ( vamos por aí, embora já tenha dito, que não explicado, ficará para outra ocasião, que historicamente não há uma única razão para tal e no caso) então porque não se assume claramente tal e se leva qualquer ciritica a tal postura como ela é, mera critica, como se critica p.ex. cantar em espanhol (critica errada) ou cantar-se só originais porque tuna que é tuna só canta originais (outro erro histórico)?

De resto, nada a obstar, é e passo a expressão "para o lado que durmo melhor". A caricatura que tal parece aferir é na justa medida da caricatura que fiz no meu blo, nem mais nem menos. Não é porrada coisa nenhuma, longe disso. Agora deve-se ter em atenção que as escolhas que se fazem livremente correspondem desde logo a consequências, naturalmente. A liberdade que todos apregoam tem de ter um retorno, claramente. Daí em diante, todos amigos, porreiro pá. Desde que não se insulte e ofenda seja quem seja, discordar é saudável. Foi o que fiz e faço, nada de mais. Discordar não é uma coisa má, às tantas, até é algo que nos faz ver as coisas de melhor forma, a todos.

Finalmente: Quem tem razão não insulta quem tem opiniões diferentes, argumenta elevadamente e só.

Abraços!

Anónimo disse...

Eu acho que a Desertuna é uma tuna com muita qualidade e o seu espectáculo da Odisseia é fenomenal. São alegres e contagiam o público mas concordo que não foram felizes na escolha desse repertório. Acho que não fica bem a uma grande tuna falar em caloiras boas, seios e cuecas de fio dental, falar em "comer" (caloiras) ou aquela parte de "só uma não dói". Por mais que seja em tom de brincadeira é baixar muito o nível e um machismo que até é pouco respeitador da mulher mesmo que seja caloira.
É daquele tipo de irreverência que entra já em campos que não devia e é preciso não confundir irreverência com respeito e tento na língua. Como foi dito atrás, a Desertuna é capaz de fazer bem melhor e não devia cair no erro de esquecer o que fez dela a grande tuna que é.
Acho a crítica do artigo um pouco mordaz de mais mas não deixa de ter alguma razão. A forma de o dizer não terá sido a mais eloquente mas a verdade é que aponta coisas que pensando bem não deixam de ter a sua razão.
Eu não seria tão brusco, acho até exagerado mas percebi que o ataque era feito aquele espectáculo e não ao resto. Não acho que seja por isso que deixam de ser uma grande tuna mas todas as grandes tunas também têm momentos menos conseguidos.

Acho que autor deste blogue também é capaz de fazer muito melhor do que aqui fez com este artigo (sem com isso lhe retirar a razão de parte das críticas), pois é um dos que mais sabe sobre tunas mas também por já ser mais velho podia ser mais contido no modo de dizer as coisas pois assim fere susceptibilidades.
Sérgio

Eduardo disse...

Vivam:

pessoalmente, nada tenho contra a utilização seja de que língua for, seja de que estilo musical for numa tuna.

Estudiosos há - e cite-se esse mito (para o bem e para o mal) Emilio de la Cruz - que são peremptórios: a tuna admite qualquer género musical e em qualquer língua. Isto dito por um espanhol, já é obra. Dito por um espanhol que viveu a tuna me pleno período franquista, é mais do que obra. Ele próprio compôs originais para a tuna dele em francês e inglês. A partir daqui, a muitas conclusões se poderá chegar.

Mas se não bastar este testemunho directo. então que venha a pêlo a prática da Cuarentuna de Barcelona: "O Sole Mio" e "Kalinka" são dois musts a que nos habituaram. E ninguém ousará contestar o a-propósito com que o italiano e o russo são usados numa tuna e ainda para mais com aqueles integrantes e aquelas características.

(continua)

Eduardo disse...

(continuação)

São argumentos recorrentes nestas discussões: não vejo razão nenhuma para que o inglês seja a única língua proibida em tuna.

Mas isto é uma coisa relativamente à qual estamos (mais ou menos) todos de acordo, nem a coisa pega por aí. O problema é a degradação. Quem pode retirar razão ao MATA e a todos quantos criticam a praxe e as tunas por serem uma súcia de bêbados que só lá estão para se aproveitar da "fraqueza" dos caloiros - mais propriamente, das caloiras?

Presta um péssimo serviço às tunas e à tradição que dizem defender e promover. Com defensores destes, quem precisa de inimigos?

Será que o "share" de audiências tudo permite e tudo justifica? Eles parecem pensar que sim - aliás, é justamente esse o argumento que usam por aí. E faz-se algures por aí uma distinção curiosa entre "tunas clássicas" (que serão as que têm cada vez menos audiência) e a Desertuna. Até parece que a designação "tuna" lhes pesa... e que lhes pesam as "obrigações" que a tradição implica. Se é assim, se ser um tuna é algo que os limita, por que não deixam de o ser? Por que não adoptam uma outra designação qualquer?

O que se pede é coerência. Não duvido que tenham a esta hora 200 candidatos a querer entrar! Mas querem entrar para uma tuna? Não. A tuna (clássica, dizem eles) não interessa a ninguém. O que os candidatos querem é entrar para um grupo de gajos que (diz a música) anda a escolher a caloira que há-de comer.

E isto será muita coisa - e muito interessante! -, mas "tuna" não é certamente.

(continua)

Eduardo disse...

(continuação e fim)

Desconheço o contexto desta actuação: creio não andar longe da verdade se afirmar que se tratou de algo relacionado com a recepção ao caloiro. Se este foi o único tema apresentado, é lamentável. Se foi mais um no meio de outras... bom, será mais tolerável, ou menos lamentável.

Será exigir muito pedir que se pense? Que se pense no que se anda a fazer? Deixo de lado a questão da representatividade de um movimento ao qual dizem que pertencem. Que exemplo de uso do traje estão a dar aos caloiros? Vale tudo? Então a exposição pública e "fama" só dão direitos, não incutem responsabilidades? Que serviço estão a prestar e a quem?

Não há "tunas clássicas" e outras tunas: há apenas tunas e outras coisas. Isto de se acolchetar os adjectivos é das formas mais rasteiras que há de se argumentar e tentar justificar o que não tem justificação.

Se a alguém pesar o rótulo, dispa-o e assuma o que quer ser. Ninguém é obrigado a usá-lo, penso eu. Mas também ninguém tem o direito de fazer dele o que lhe apetecer.

Abraço!

Anónimo disse...

marta : só quem é tunante sabe o que o é ser!!! esse espirito não se sente sem o ser! és apenas uma acompanhante!

guru:
discordar é saudavel sim... ofender não!agr estás a apregoar n se ofender, qd foste tu a atirar a primeira pedra! "deseducados" nunca foram... "mal criados" ... não os deves conhecer de certeza!
"manifestamente desadequado"?????? foi bastante adequado ... ou entao n estaria o pavilhao inteiro a assistir e a aplaudir!
"Já me parece curioso que, sendo normal, natural, hoje, cantar-se em inglês (e vamos por aí então) então porque razões tal não é feito sempre e em qualquer circunstância?"
porque são tão bons que conseguem ser versáteis!!!cantam tudo e mttt bem!
e ver se avisas a fadista mariza, do crime que cometeu pk no outro dia cantou em Inglês ... e n era fado!!! (escandaloso)

ja te deste ao trabalho de ouvir a Odisseia? não? entao vai ouvir e tenta fazer parecido ... já nem peço igual ... só parecido!


falas do que fica bem e não fica bem ... para ti e para os restantes "entendidos" do assunto pode ficar mal , pk foge à regra, mas a DESERTUNA nc foi nem nc será uma tuna de REGRA , e é isso que a faz tão especial! para mim é mais vergonhoso ver uma tuna tocar de boxers (supostamente é tradição) do que ver o trabalho arduo de uns para inovar de maneira a divertir o seu publico, porque é por nos e para nós que eles trabalham! Não é tradição??!! antigamente tb se andava de burro e agr andamos tds de carro! não quer dizer que deixemos de gostar de burros ... mas tb n fechamos as portas aos carros ... ou ainda andas de burro?

sabem uma coisa! sabes o que faz o trabalho deles tão especial e aplaudido ... pk n tem refletido o teu pensar do tempo da minha tia Augusta!

todos temos o mesmo valor, cada um pode expressar a sua opiniao cm quer e bem lhe apetece! ofenças? foste tu o primeiro!

filipa disse...

Boa Noite!

Relativamente aos "rios de tinta" que se têm escrito acerca da MUI NOBRE TUNA - DESERTUNA (e infelizmente é triste dizer isto mas penso que não irá ficar por aqui...) é LAMENTÁVEL (não tenho outra palavra de momento para descrever, tudo o que se tem dito desde a poucos dias atrás!
Pessoas que têm tecido aqui comentários menos felizes (para não dizer outro coisa, só para não baixar ao mesmo nível...) devem ser pessoas que como não têm capacidade para desenvolver trabalho, não digo igual porque possivelmente seria difícil mas semelhante, então é de louvar que mesmo falando mal, conseguem perder tempo para ver e criticar até o mais pequeno pormenor, mas falam... obrigado, lembram-se desta MUI NOBRE TUNA como tenho a certeza que neste momento haverá poucas que lhes cheguem ao calcanhar!, musicalmente e como pessoas que não há nada que se lhes aponte, principalmente a falta de respeito (o que mais se tem dito estes dias...)
É engraçado como a inveja dói a muita gente... gurus, pessoas pseudo entendidas em tunas e outros que tal!!!
Quanto às músicas tão faladas actualmente, a Caloirinha dos meus sonhos é tocada 8 anos e até os próprios Quinta do Bill já cantaram com a Anil a versão da Desertuna... realmente é difícil de engolir para muita gente... invejosa!! e o NoW Mix não há comentários... é um sucesso... basta ver e ouvir!!! e uma tuna toca para as pessoas, não para eles próprios...

DESERTUNA continuem a ser o que são, e a mostrar a pessoas infelizes e sem nada que fazer que eles são apenas um mero grãozinho (pequeninooooo) de areia a tentar desafinar um instrumento mas não hão-de conseguir...

PARABÉNS pelo vosso trabalho e POR SEREM QUEM SÃO E COMO SÃO... um ORGULHO para mim e tenho a certeza que para muitas pessoas que vos adoram e seguem...

OBRIGADO! A inveja de facto é um pecado capital grave!!!

Anónimo disse...

Torra-Almas (Desertuna)

Antes demais devo pedir desculpas, porque quase de certeza não conseguirei passar a mensagem, pelo menos como quereria. Pois isto de passar para a escrita todo o frenesim de ideias que nos assola; bem; tem que se lhe diga.

Então vou tentar enumerar:

1 – Torna-se complicado reagir bem a crítica, quando afirmam o nosso desrespeito pela cultura e a imagem da Tuna Portuguesa. Por cairmos na vulgaridade e cantar em inglês. Aceita-se. Então será bem balizar a Imagem das Tunas Portuguesas. Seria necessário fazer uma Guião Protocolar, de forma a podermos respeitar essa mesma Imagem. Senão não passaram de opiniões que teremos de respeitar, assim como se terá de respeitar o reportório apresentado pelas tunas.

2 – A Caloirinha dos Meus Sonhos, deve ser uma das músicas da formação da tuna (os fundadores que me desculpem), pelo menos antes da Odisseia. Por isso não entendo o espanto, das pessoas pelo rumo que levamos, aonde nos desviamos, foi quando começamos a tocar a Odisseia (desculpa Rodrigo), antes deste Now Mix 2010, existiram outros. Situações que me transcendem.

3- Os U2, ainda bem que falaram deles, falta de decoro destes em terem tentado o Grito Académico da última vez que actuara em Coimbra.

4 – “Como um dos símbolos máximos da Academia da UBI as responsabilidades culturais são acrescidas em dobro” – Podes ter a certeza, mas não são só as culturais, também o civismo, a imagem de uma academia e de uma cidade e de um nome são acrescidas em dobro, em triplo e por vezes em quádruplo.

5 – Num dos comentários de “ A Aventura da "Gibraltar da Beira"”, falou-se em ranchos, pois se calhar o melhor era criar uma Federação, assim como possuem ranchos.

Sem mais assunto

Atenciosamente

Torra-Almas

Tiago disse...

Em vez de se procurar que o público gosta da tuna tal como é, com a sua identidade, procura-se que goste dela a qualquer custo.
Isto é um pouco o que também se faz em festivais, um pouco por todo o lado. Não se procura melhorar dentro da identidade da tuna, mas sim agradar a todo o custo, mesmo que para isso se venda a alma ao diabo.
A diferença é que um júri atento não se deixa enganar. Todas as pessoas que vêem isto pela primeira vez, ficam a pensar que isto é uma tuna e, possivelmente, que é muito engraçado que as tunas sejam assim. mas não são.
não estou muito admirado, na verdade...

Adémia

TMUC

WB disse...

Passados estes comentários, fazer um ponto da situação:

Seria bom que alguns não confundissem a beira da estrada com a estrada da Beira.
É de todo ridículo, e parece birrinha de infantário, a resposta que interpreta tudo isto como sendo inveja.
Inveja de quê?
Em algum ponto se falou em qualidade musical ou interpretativa? Eu até acho que o mix está muito bem executado e que é muitíssimo agradável. Só o não concebo em termos tunantes. São coisas distintas.
De facto é muito pueril não conseguir perceber o que o artigo referencia e logo vir a terreiro com o argumento da qualidade musical e que os demais não chegam aos calcanhares e que isto ou aquilo.

Por isso é que essas acusações não têm cabimento e só podem sair de gente ainda demasiado infantil nestas andanças e que mede uma tuna pelos prémios da vitrine afins. Há quem ande nestas andanças para, a todo o custo agradar e, a todo o custo se encher de prémios. Outro há que não precisam desses expedientes e que não são movidos por lógicas competitivas exacerbadas.

Não se perde aqui tempo com medições de ranking. Isso é para garotos. Medir currículos, famas, prémios para legitimar uma tuna é exercício tacanho e de quem muito pouco percebe o que é ser Tuno e Tuna.
Mas lá está, quando se ponta o dedo, há logo quem venha responder que é inveja e logo mostrar os galões e medalhas, porque isso é que dita.


Por outor lado, e embora passando ao de leve sobre a questão da língua usada, o artigo visava o reparo e a crítica à mensagem de alguns temas.
A questão do idioma não é consensual, e embora o Eduardo refira Emílio de la Cruz Aguilar, ele sabe tão bem quanto eu que esse douto Tuno comete argoladas históricas de todo o tamanho nas suas publicações. O Kalinka e afins são, quanto a mim, temas fora do baralho, mas a auto-regulação do lado de lá da fronteira cabe aos próprios.
O que o artigo debate, e aponta, é tão somente o exagero da mensagem explícita e implícita nas referências à mulher, através da figura da caloira, tal como o despropósito do repertório escolhido. Como já alguns disseram, e bem, a Desertuna já mostrou ser capaz de mais e melhor, sem precisar de recorrer ao facilitismo da linguagem vernácula e da mensagem desrespeitadora de algumas letras.
Embora com um percurso louvável, neste caso em particular, não soube ser ou estar. Um incidente d epercurso, uma excepção...... que seja. Não generalizo, apenas reafirmo que neste caso em concreto, não soube ser Tuna, como tem sabido ser.


EM SUMA:

aconselho A re-leitura atenta das intervenções do Eduardo, nomeadamente aos "ofendidos". São pontos de vista que comungo e que servem perfeitamente de resposta inequívoca quanto à necessidade de alguma sobriedade e recato.

WB disse...

Uma pequena adenda:

Alguns posts não foram publicados em razão do seu teor ofensivo e insultuoso, com uso de palavrões, inclusive.
Não quero, de todo (e longe de mim) sequer pensar que foram membros da Desertuna, pois como grande instituição que diz ser - não será de todo condizente com os seus pergaminhos.
Não quero pois crer que o recurso sistemático ao insulto seja cultura e uma forma tunante cultivada no seio dessa instituição.
Assim sendo, tenho mais é que atribuir tais intervenções (cobardemente anónimas)ao que o meu colega das Aventuras na Tunolândia apelida de "groupies" no seu blogue.

Aceito perfeitamente que me critiquem, que não gostem, que incomode muito boa gente dizer certas verdades, ou ter opiniões díspares. Concebo que me acusem de sobranceria, mania, de ser deselegante, convencido, invejoso, malidicente, pouco diplomático, ríspido ou até injusto.
Concebo dentro do direito ao contraditório e do fair-play que é ter pessoas que, legitimamente não concordam ou estão contra.
Não se aceita quando a resposta vem pejada de palavrões e ataques pessoais de garoto/as que só sabem argumentar pela via do insulto, cujo o único conhecimento que demonstram é a mediocridade na forma de se manifestarem, em que a sua forma de ser estar é o baixo nível do calão grosseiro.
Duvido sequer que estejam no ensinosuperior, mas antes, ainda, no ensino inferior.

Provavelmente é isso que alguém aqui acusava quando falava da actual cultura estudantil onde se acha normal ser-se indecente.

Não quero crer, pois, que sejam tunos da Desertuna, mesmo que alguns assim o tenham dado a entender, pois Tunos, mesmo que cobertos de razão (e mesmo achando-se atacados ou injustiçados), saberiam manter, pelo menos, o mesmo nível que eu coloquei nas minhas intervenções.
E alguns fizeram-no e por isso publicadas as suas intervenções (mesmo que para se manifestarem contra o artigo).

São "groupies", certamente, porque não tenho ideia da Desertuna primar por esse modo de estar.

O facto de, na minha concepção, ter estado mal no caso apreciado, nunca significou (e em lado algum isso é sequer mencionado) um rótulo generalístico ou uma hierarquização. Esteve mal, não soube ser Tuna (não o foi) naquela momento - naquilo que é a minha perspectiva, no que é a minha experiência e estudo da Tuna, que não têm apenas 8 anos, mas muitíssimos mais, de negro magistério.

Se esses groupies achavam que eu iria atacar a Desertuna, culpando-a da falta de educação de alguns anónimos, estavam enganados.

Nada tenho contra a Desertuna de um modo geral, apenas quanto à escolha que fez, na mensagem e imagem passadas naquela actuação. Nada mais.

Aos autores dos posts não publicados, apenas dizer que o insulto é a razão de quem não tem razão.

Anónimo disse...

Duas coisinhas que um simples e retraído anónimo quer ensinar aos gurus, pseudo-gurus e senhores que simplesmente gostam de atirar lenha para a fogueira em proporções verdadeiramente piromanas.... Sem calão ou desrespeito subliminar, apenas com boa vontade de vos eclarecer fundamentos básicos!

1 - A "caloirinha dos meus sonhos" existe, fez há pouco tempo 8 anos. A Desertuna, tuna elogiada (inclusivamente por quem a criticou neste artigo) pelos seus originais, presença em palco e/ou consonância com espírito e musicalidade que se espera de uma verdadeira tuna.... fez há pouco tempo 8 anos. Tem a sua graça!

Provavelmente, junto com temas como as "Bezanas" da Já b'UBI & Tokuskopus ou o "Traçadinho" das Moçoilas (tunas com o dobro da idade), são músicas que apesar de serem adaptações (que uns chamam de tristes e desrespeitadoras, outros de alegres e sublimes) se tornarão históricas não só na UBI como fora dela!! Isto leva-me ao segundo ponto...

Marta disse...

Depreendo, portanto, que apenas um cozinheiro pode opinar sobre culinária. Tudo o resto é apenas "acompanhante de culinária" e, por isso, não sabe nada (ou tão pouco, que é quase nada) sobre o assunto.
Sou "apenas" uma acompanhante neste mundo das tunas. E tenho um orgulho desmesurado nisso... porque, felizmente, sei mais de tunas que muitos tunos deste Portugal. Basófia? Não. Consciência do que sei e do muito que me falta aprender.
Ser tuno e pertencer a uma tuna começa num ponto muito simples: saber-ser e saber-estar; o saber-fazer vem depois. Pelos vistos, há muita gente por aqui que falha esses dois grandes princípios (não apenas de tuna, mas sobretudo de postura na vida). E tenho pena que assim seja, pois esta não é a atitude que conheço da maioria das tunas deste Portugal e dos tunos a elas pertencentes.
Já em relação às/aos groupies, a coisa muda de figura. Mas, para este tema, há outros posts noutros blogues. Este já tem pano para mangas.
Encerro a minha participação neste tópico por aqui. Cumprimentos a todos.

sem pescoço (Desertuna) disse...

uma coisa tenho a dizer sobre o facto de aqui ninguém ter ido directamente contra a Desertuna, nem insultado:Acho o contrário basta ver o primeiro comentário do autor do blog "as minhas aventuras na tunolandia", o senhor "RT" em ar de troça diz :

"NOTICIA DE ULTIMA HORA: Os U2 vão lançar um me(r)dley com os seguintes temas, só pra curtir, claro:

- Quem será? (O pai da criança)
- Sonhos de Menino(s)
- Vamos fazer o que ainda não foi feito.
- Pós Modernos
- "A Portuguesa" (com guitarrada do The Edge no final.)"

isto não é insulto mas esta muito perto disso, pelo menos é de muito mau gosto!Depois ainda um comentário muito improprio de quem pouco ou nada sabe de tunas(sim refiro-me a senhora MARTA), visto que andar a ver certames não significa que se saiba alguma coisa sobre ser "tuno" ou de tunas, visto que os certames em alguns casos são a coisa mais falsa que existe neste mundo tunante, visto que algumas tunas so se veem aquando de actuar em palco e pós entrega de prémios,infelizmente.O que não significa que eu não goste de participar neste tipo de eventos, porque realmente existem certames que realmente desenvolvem a amizade e o bom espírito que se vive no seio das tunas. E ainda por cima essa senhora pouco ou nada sabe de nós, visto que não convive com este grupo, no máximo só assiste de fora!MARTA direito a opinião tens, agora dizer:

"tenho pena do rumo que a Desertuna tem levado desde alguns anos a esta parte... e com tendência a piorar."

tenho todo o gosto de discutir cara a cara isso contigo, e é bom que tenhas provas, porque só argumentos não chegam pra acusar um grupo que não conheces! Volto a dizer, no máximo assististe.

Depois o que também se escreve no blog "as minhas aventuras na tunolandia" com o titulo "A Aventura da "Gibraltar da Beira", denota-se no minimo uma falta de civismo muito grande contra o grupo ao qual pertenço.

Agora pergunto uma coisa, isto não é ir directamente contra a Desertuna sem ter algum pudor???

Relativamente a certos comentários menos próprios que foram escritos contra nós, nos quais se insinua que nós vivemos pra festivais e depois apartir dai esquecemos o que é uma tuna:"Afinal quando aparecem nos certames é só pra inglês ver, porque depois esquecem o que é uma tuna (se é que sabem)e vendem a alma para se tornarem num grupo pimba."uma coisa tenho a apontar:

Nós Desertuna todos os anos vamos tocar a diversos lares, competições desportivas para pessoas com descapacidade mental( Special Olimpics ), organizamos o natal do hospital aqui na covilhã, actuamos também todos os anos no hospital do fundão, fazemos arruadas nocturnas ou rondas para nos dar a conhecer a cidade (não precisamos de um palco para actuar), e ainda mais participamos e organizamos também espectáculos para beneficiência, entre muitas outras coisas que não vou enumerar!isto não é ser uma tuna? dar alegria, e um sorriso a quem já pouco tem de esperança na sua vida, sem pedir nada em troca!Agora não apontem que não somos uma tuna, ou que estamos a ter escolhas infelizes...porque nós, e sem medo nenhum de o dizer, somos uma tuna com T grande!

Um abraço a todos

As Minhas Aventuras na Tunolândia disse...

Meus senhores:

Não foi de todo nem é minha intenção ofender seja quem seja, como aliás o "Sem Pescoço" acima confirma e muito bem. Aliás, não o fiz em qualquer momento. Agora permitam a critica em tom ironico, caricatural até, que de todo pretende ser ofensivo, antes leve e despretencioso. Não está ninguém acima dela, naturalmente. Se porventura não gostaram, isso é uma coisa. Misturar não se gostar com insulto já é outra e para esse tipo de retórica não colaboro, de todo. Não se confunda as coisas: discordar não é insultar. Não há "primas donnas".

Estou disponivel para elevadamente trocar impressões, desde que correcta e educadamente seja com que seja. Se alguém se sentiu ofendido apresento desde já e sem qualquer tipo de problema as minhas desculpas. Curiosamente fui insultado - e outros - por mero "delito" de opinião; não vejo até à data a mesma diligência: never mind.

Dou por finda a minha participação neste tema. Opinei - e tenho esse direito, doa a quem doer. Quem não quiser ler, pois bem, que não leia. Reitero que não pretendi ofender seja quem seja; conquanto fique claro que ninguém está acima da critica.

Saudo a vossa intensa vertente solidária, exemplo que obviamente deve ser enaltecido e até replicado. Como vêm, nada pessoal.

Melhores cumprimentos.

Anónimo disse...

Segundo Ponto

2 - Há uma coisa que sempre aconteceu na história da humanidade e sempre vai acontecer... Chama-se mudança de paradigma. Demora algum tempo a estabelecer-se, há sempre os chamados velhos do restelo a tentar a avisar e evitar que aconteça, surge nos sítios menos esperados mas tem uma característica ainda mais especial - Adapta-se melhor à realidade do momento que o paradigma anterior SEMPRE! Caso contrário não teria força para vencer.

Por isso, não vamos tapar o sol com a peneira, meus senhores!! Ou fazer da UBI (que tem uma das melhores recepções ao caloiro, e que inclui outras tunas que merecem o seu respeito), e da Desertuna um bode expiatório. Pode ser??

Se eles começaram assim e (quase) toda a gente gosta, se sabem ser uma verdadeira tuna pelo país fora e (quase) toda a gente o reconhece, se (quase) toda a sua academia tem orgulho neles e se conseguem fazer isso durante (quase) o tempo todo... Não há velhos do restelo que cheguem!!

Já há uns tempos se dizia: Mas porquê quase? Passemos à próxima fase!!

Só mais um recado: Se não fossem os fãs/público/PESSOAL QUE GOSTA de tunas, coitadas das tunas (já para não falar dos "entendidos")!

WB disse...

"A "caloirinha dos meus sonhos" existe, fez há pouco tempo 8 anos. A Desertuna, tuna elogiada (inclusivamente por quem a criticou neste artigo) pelos seus originais, presença em palco e/ou consonância com espírito e musicalidade que se espera de uma verdadeira tuna.... fez há pouco tempo 8 anos. Tem a sua graça!"

Meu caro, o facto de um tema ter 8 ou 18 anos não é isso que lhe dá mais ou menos qualidade.
De facto, sempre elogiei a qualidade do trabalho da Desertuna, por isso mesmo, e em coerência, faço a mesmo exercício para apontar o que julgo ter sido um infeliz episódio que me merece as mais duras críticas, do mesmo modo que também teço os mais rasgados elogios quando os merecem.

"Provavelmente, junto com temas como as "Bezanas" da Já b'UBI & Tokuskopus ou o "Traçadinho" das Moçoilas (tunas com o dobro da idade), são músicas que apesar de serem adaptações (que uns chamam de tristes e desrespeitadoras, outros de alegres e sublimes) se tornarão históricas não só na UBI como fora dela!! "

Pois, mas por mais iconográficos que sejam, não me parece ser uma forma positiva de passar a imagem de excelência e educação que cabe a uma Tuna. Se não fossem capazes de melhor, ainda vá, mas trocar, mutas vezes, a qualidade e a sobriedade pelo facilitismo da letra medíocre e que faz a apologia de valores pouco abonatórios, não me parece ser uma forma muito conseguida de promover a cultura estudantil e tunante.

E não importa que alguém toque belíssimamente o tema do Abrunhosa " E hoje o que é que vamos fazer... ", pois a qualidade musical nãopode escamotear a mensagem passada.
Eu não acho que alguém se deva orgulhar de ter como "hinos" temas cuja letra/mensagem contém termos e referências de "baixo nível".

Sobre a Já b'UBI & Tokuskopus (que alguém já me peguntou porqu enada disse sobre eles), dizer que já me alonguei sobre os senhores em causa, embora noutros espaços webísticos. Mas não perco demasiado tempo com eles porque são uma orquestra, não uma tuna. Para mim, são tal qual a Pitagórica (que sempre teve o discernimento e bom-senso de nunca se auto-intitular tuna).
Por mais que não aprecie, haverá espaço para eles, porque a vivência estudantil não tem de se resumir a tunas.

WB disse...

Caro Pescoço,

Conviria saber diferenciar a crítica e o insulto. São coisas distintas. A crítica pode, de facto, conter insultos, mas não é o caso do artigo do blogue As Minhas Aventuras na Tunolândia. Usa o autor um registo irónico, uma analogia, um jogo de ideias? Sim, usa.
Insulta a Desertuna? Em lado nenhum. Muito menos a refere ou nomeia sequer.

É preciso perceber o valor do contraditório, e não cair no comezinho de ver qualquer reparo, crítica ou mesmo opinião contrária como sendo sempre um insulto ou sempre movido por invejas ou simples malidicência. A vida não é feita apenas de elogios e é preferível o reparo frontal e aberto do que a trica de bastidores.
Não vi pois falta de civismo. Não se confundam as coisas, significados e conceitos, sob pena de demonstrar infantilidade e ignorância do que é falta de civismo.

Estranho que a terem algo a pontar ao blogue em causa não se pronunciem lá.

Veja a incoerência que é desvalorizar a Marta por ser aficionada de tunas, mas depois valorizar o público que aplaude a Desertuna. Afinal público a sério é só o que vos aplaude, sendo que os outros nada percebem de tunas e não tem direito a opinar?
Um pouco forçado, não? E certamente que 99% do público também não conhece a Desertuna senão de assistir aos seus espectáculos, tal como a Marta e todos os que não pertencem à vossa tuna.
Mas todos apreciam, observam e ajuizam precisamente sobr eo que ela quer mostrar e quer que se saiba dela, se aprecie, se ajuize, se goste (ou não).

Não se pode pedir mais ao público e a mais ninguém. O que a Desertuna é, para todos os que dela não fazem parte (sejam tunos ou não) é precisamente o que ela mostra em público.

Para terminar, dizer qu euma vez mais leu com pouca atenção e mais com emoção do que outra coisa.
Não se acusa a Desertuna de só pensar ou viver para festivais, mas que há quem o faça. O que é colocado como dúvida para reflexão é que uma tuna não pode ser uma coisa num certame e outra totalmente diferente fora dele. Num dos lados nao está a ser honesta e coerente, (a começar consigo mesma).
Por que não levam habitualmente este tema Mix todo, que eu critico veementemente, para os certames?

Se tivessem levado o repertório usual de tuna, teriam os mesmísismo aplausos e apoio incondiconal do público. Pergunto-me é se num certame teriam a mesma sorte. Percebe onde quero chegar?
Há coisas que, onde quer que estejamos são marca de Tuna, seja arraial do caloiro, da aldeia ou do certame. Outras há que não o são, porque se resultam num espaço, não resultarão nos demais.´

Tal como existe váriso registos d elíngua e a ocasião e interlocutor(es) ditam qual usar, também a tuna deve possuir o seu registo - Seja com o "Zé da Couves", o Júiro do certame, o encontro, o ENT, com o Reitor, com o Ministro ou com o Papa serão sempre identificativos de Tuna e tidos como expressão de excelência no ser e no estar.

Nunca foi dito qu enão eram uma tuna. Mas nessa actuação, lamento, mas não o foram.

Um conselho: evite os elogios em boca própria que só ficam mal a quem os faz.
Diz o povo, do alto do seu secular saber "Gaba-te cesta rota qe vais à vindima" por "presunção e água benta cada qual toma a que quer".

Cumprimentos.

Paulo Martins disse...

Pois é, os Velhos do Restelo...o paradigma...

"coitados daqueles que não aprendem com a história e julgam que os mesmos erros nuncam voltam a acontecer,...".

Um dia disse-me um Velho da LusaAtenas, que mais tarde ou mais cedo a caixa que teríamos aberto nos custaria respeito, imagem e direitos.

Esse dia foi à 25 anos... Era tudo tão bom, tão novo que assobiei para o lado. Um rapagão como eu em cima do palco com milhares de colegas a cantar as MINHAS músicas...e as miúdas, todas ali, rendidas ao nosso charme colectivo e ao Adónis que existe em cada um de nós.
Passava na rua ostentando o emblema da minha Tuna e automáticamente era reconhecido, admirado, quiçá invejado...
O que menos tinha tempo era de me preocupar com o porquê de ali estar, de defender o meu património, de atender ao futuro, de crescer com bases. Estava e pronto. Velhos, avisos, reprimendas, profecias, não obrigado. Forever Young era o lema!

Hoje, aqui chegado, quando vejo temas como "assim mesmo é que é" apelidado de "rapariga", com adulteração da respectiva letra (do arranjo musical não falo) e sem qualquer tipo de referência ao seu autor, penso em mim quando era NOVO do Restelo e fazia ouvidos de mercador e nada queria saber. Custa-me mas atura-se. Quando chego ao ponto de ler, através de um novo NOVO do Restelo que "o Traçadinho das Moçoilas" se tornará histórico não só dentro da UBI mas também fora dela...é de bradar e clamar aos Céus. A isto chama-se apropriação. Talvez ignorância.

Que se queiram dar a palhaçadas, não é só convosco, mas nada se pode fazer. Agora usurpar património alheio, desvirtuar, usar e deitar fora, alto e pára o baile.
Tenham tino e ouçam quem apenas vos quer ajudar a ser melhor e a construir a vossa história, dentro dos vossos parâmetros, mas englobados de corpo e alma neste fantástico universo. É que são cá precisos.

Abraço

Paulão

Anónimo disse...

Daqui se depreende: "As opiniões são como as bundas, cada um tem a sua."

Só é pena haver quem olha unicamente para a própria bunda e não consiga apreciar a bunda alheia! Um desperdício!

Anónimo disse...

Boa noite...

antes de mais não tenciono ofender ninguem com o comentário abaixo.

em relação à música "Caloirinha dos meus sonhos", trata-se de uma música conhecida e cantada não só por toda a academia, mas também pelo país fora como já tive várias oportunidades de o verificar. Esta música tem sensivelmente 8 anos, e nunca foi alvo de critícas (que eu conheça).
A minha pergunta é a seguinte:

- Ainda ninguem tinha reparado nesta música nestes 8 anos?

O objectivo desta música nao consiste em "comer", ou "papar" caloiras. Também não foi para discrimiar seja quem for. Pois caso contrário temos de olhar para a letra da música da "mulher gorda", que fala na mulher gorda, na mulher alta, e mais umas quantas mulheres, nao?

Pensem nisso...


Cumprimentos

Smoke Machine

Anónimo disse...

Caro WB, você disse:

"Nada tenho contra a Desertuna de um modo geral, apenas quanto à escolha que fez, na mensagem e imagem passadas naquela actuação. Nada mais."

"Eu não acho que alguém se deva orgulhar de ter como "hinos" temas cuja letra/mensagem contém termos e referências de "baixo nível"."

Eu digo-lhe, a última e conclusiva estrofe da letra da Caloirinha, retirada do cancioneiro da Desertuna:

"Ao fim de tantas eu acertei
E uma caloira, eu conquistei.
E é com ela que vou ficar,
Provavelmente até casar."

Que me diz disto? Com todo o respeito, conseguiu lá chegar?

Cumprimentos.

Al Capote disse...

Boa Noite!!

Após ter seguido esta dixcussão acerca do Now Mix 2010 que a Desertuna resolveu apresentar na Recepção ao Caloiro da UBI, gostaria apenas de deixar uns pequenos reparos...

1º Se o Now Mix 2010 merece assim tantas criticas, será que a Desertuna só apareceu agora? Porque em 2007 a Desertuna apresentou um "Madley", como podem visualizar neste link...

http://www.youtube.com/watch?v=IAiE-T8I3LI

e se bem me lembro... ninguém falou nele... porque será?

2º A música "Caloirinha dos Meus Sonhos", adaptação de uma musica do quinta do bill, nunca mereceu repudio pelo mundo das tunas.

3ºMais uma vez a Desertuna faz homenagem a uma grande banda do rock português, "Tributo aos Xutos".

4ºSe não me falha a memória deve haver um infindável numero de tunas que têm homenagens a grandes cantores e musicos portugueses, mas... serão essas musicas musica de tuna?

5º A tão famosa "Mulher Gorda" é musica de tuna? e o tão afamado grito académico que nem é de origem portuguesa mas sim brasileira...

Os melhores cumprimentos a todos os intervenientes neste fórum e nos restantes fóruns.

Lembrem-se de uma coisa...e cada um que responda para si mesmo...

"Qual o objectivo de uma Tuna?"

Boa Noite

Eduardo disse...

Há coisas muito curiosas...

«2 - Há uma coisa que sempre aconteceu na história da humanidade e sempre vai acontecer... Chama-se mudança de paradigma. Demora algum tempo a estabelecer-se, há sempre os chamados velhos do restelo a tentar a avisar e evitar que aconteça, surge nos sítios menos esperados mas tem uma característica ainda mais especial - Adapta-se melhor à realidade do momento que o paradigma anterior SEMPRE! Caso contrário não teria força para vencer.»

Brilhante lição de História.

Em 1931, o paradigma na Alemanha era o da República de Weimar. Aconteceu que começou a instalar-se um novo paradigma: deu pelo nome de III Reich - que, segundo os seus proponentes, havia de durar mil anos. Projectou-se edifícios, desenhou-se novos uniformes, adoptou-se novos símbolos, novo hino, nova constituição. Legislou-se: havia "Übermensch" e "Üntermensch". Criou-se um conceito revolucionário: o estatuto de não-pessoa. Conquistou-se territórios, anexou-se países.

(continua)

Eduardo disse...

(continuação)

A frente política deste novo paradigma social dava pelo nome de Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Teve força para vencer. Adaptou-se melhor às circunstâncias da altura.

Não faltaram velhos do restelo dentro e fora da Alemanha a avisar que aquilo não ia dar bom resultado, que era um caminho perigoso, que as coisas não deviam ser feitas daquela maneira.

Qual quê? Eles tinham era ciúmes de o Partido Nazi ter vencido as eleições! Tinham era inveja da beleza estética dos comícios concorridíssimos onde milhares de pessoas delirantes aplaudiam freneticamente a oratória de um líder absolutamente brilhante! Pobres políticos europeus... ninguém tinha pedalada para o grande líder da Alemanha - era uma cambada de invejosos que não viam um palmo à frente do nariz, toupeiras cegas presos a modelos (paradigmas, entenda-se) caducos e obsoletos! Milhares de pessoas a aplaudir eram a prova mais do que suficiente da força, do vigor, da renovação! Eram os políticos clássicos a entoar o canto do cisne da velha democracia agonizante. Só dor de cotovelo.

Uns milhares de quilómetros mais a Sul - e outros tantos mais a Leste - Mussolini e Estaline faziam ensaios de idêntica natureza. Era o novo paradigma a vingar sobre ideias ultrapassadas e ridículas de velhos políticos e intelectuais medrosos e antiquados, que ainda vinham falar de liberdade e democracia, direitos individuais... eu sei lá. Teóricos, só teóricos! Porque eles, os fortes, os mais bem preparados, os inovadores é que sabiam tudo.

Tadinhos dos invejosos...

(continua)

Eduardo disse...

(continuação)

Por que é que aquela gente fez reuniões em Ialta? Na Sociedade das Nações? Para que é que foram estragar tudo com ideias antiquadas e ridículas e dar cabo de um novo paradigma que estava tão bem adaptado às novas circunstâncias?

Tadinhos dos invejosos...

E o tal Adolph a dizer: "Deixai-os falar lá nas suas ridículas assembleiazinhas, nos seus encontros ultrapassados e retrógrados, com as suas ideias ultrapassadas. São uma cambada de frustrados que não conseguem atrair ninguém para os comícios deles. Vejam só as multidões que nos aplaudem! Vejam como os comícios deles estão às moscas! Somos os maiores e eles têm é inveja de nós!"

De facto: tadinhos dos invejosos...

O paradigma que substituiu estas... revoluções transcendentais é mais parecido com o anterior ou mais distante? O paradigma que aboliu a Revolução Francesa, a República Inglesa e Espanhola, o Fascismo na Itália, o Comunismo na Rússia, etc., etc., etc.? Onde estão eles? Por que paradigma foram substituídos? Quem tinha, afinal, razão?

É fácil encher a boca de "sempres" e escrevê-los em letra maiúscula como se isso fosse a prova cabal do que se afirma. Mas por mais maiúsculas que sejam as letras, não escondem o sofisma que se esconde por detrás: é que não passa de falácia pura e simples.

Isto não retira uma vírgula ao valor da Desertuna nem invalida o péssimo exemplo que com este caso em concreto acabou por dar de si.

vamos ver quanto tempo dura o paradigma. Espero que dure muito tempo, e que os mil anos de longa vida que vos desejo não sejam afinal apenas 14.

Abraço!

Eduardo disse...

Que fique claro:

a Desertuna e o Partido Nazi nada têm de semelhante.

A alegoria tem apenas que ver com a sobrevivência de paradigmas.

WB disse...

"Ao fim de tantas eu acertei
E uma caloira, eu conquistei.
E é com ela que vou ficar,
Provavelmente até casar.

Que me diz disto? Com todo o respeito, conseguiu lá chegar?"

Meu caro, não importa apenas onde se chegou, mas o que se fez até lá chegar.
Do que cita nada a apontar. O que ficou por citar é que mereceu reparo.

"1º Se o Now Mix 2010 merece assim tantas criticas, será que a Desertuna só apareceu agora? Porque em 2007 a Desertuna apresentou um "Madley" (...)
e se bem me lembro... ninguém falou nele... porque será?"

Porventura porque não haverá ninguém que ande a fazer de polícia ou de ASAE das Tunas, pelo que intervindo só quando os factos chegam ao conhecimento. Prova de que ninguém anda a vigiar ou perseguir seja quem for.

"2º A música "Caloirinha dos Meus Sonhos", adaptação de uma musica do quinta do bill, nunca mereceu repudio pelo mundo das tunas."

O que entende por mundo das tunas não sei. Este blogue faz parte dele. Como não é comum o tema rodar em eventos estritamente tunantes, é normal que não seja assim tão conhecido fora do seu próprio meio.

"3ºMais uma vez a Desertuna faz homenagem a uma grande banda do rock português, "Tributo aos Xutos"."

Ninguém aqui criticou ou referiu nada disso. Não é isso que motivou o artigo.

"4ºSe não me falha a memória deve haver um infindável numero de tunas que têm homenagens a grandes cantores e musicos portugueses, mas... serão essas musicas musica de tuna?"

Sobre música de tuna é procurar no blogue da Tuna Veterana do Porto a reposição da palestra do Eduardo Coelho sobre o assunto, proferida no IV ENT de Viseu.
Há coisas que cabem, outras nem por isso. Tudo dependerá, também, do engeho em "converter" para a matriz musical da Tuna. Isso sim poderá ser inovar.

"5º A tão famosa "Mulher Gorda" é musica de tuna? e o tão afamado grito académico que nem é de origem portuguesa mas sim brasileira..."

A "Mulher Gorda" é um tema do cancioneiro popular de Trás-os-Montes, recolhido pela TAUTAD e "roubado" pela EUL. Vingou numa altura em que ainda se tinha a errónea ideia das tunas serem expressão exclusiva da música popular.
Não considero que seja paradigma tunante (mas assim ficou no imaginário social - exemplo de quanto por vezes uma "má" imagem perdura mais do que uma boa), apesar de ser tema mais antigo do que a larga maioria das tunas deste país.

Quanto ao grito académico anda muito enganado. Apesar da sua proveniência brasileira, ele sofreu mutaçõesao longo dos tempos, tanto que deixou de existir no Brasil e perdurou por cá, numa evolução natural ao longo de décadas (não foi repentino como algumas evoluções que certas mentes querem forçar). Aliás, procure neste blogue que encontrará a história do grito de fio a pavio.
A Tuna também não é de origem portuguesa, mas uma adopção. E seja o modelo do séc. XIX, seja o novamente importado aquando do boom, as primeiras tunas, e muitas depois destas, souberam respeitar as regras e os traços que definiam uma Tuna enquanto tal (e muito do que é de cariz mais português, foi repescado das antigas tunas do séc. XIX e inícios do XX - por sua vez elas próprias cópias do modelo espanhol).

WB disse...

Dizer que a resposta à questão do paradigma me parece superiormente bem respondida pelo Eduardo.

Anónimo disse...

Boa noite,

Após ler todos os comentários decidi deixar aqui o meu testemunho.

Sou aluna da UBI, e como tal já fui caloira. Eu, como qualquer caloiro da UBI que tenha participado nas várias actividades da academia conheço a música "Caloirinha dos meus sonhos" desde o meu 1º ano. Fui caloira e sou mulher e nunca me senti ofendida com a letra da música... Não perebo o porque do autor deste blog escrever: "(...) mensagem subjacente das letras cantadas que enxovalham tudo quanto é civismo e boa educação." Cada pessoa entende as letras como quer... depende da mente de cada um.

Em segundo lugar e pegando no comentário acima, pela lógica de ideias a letra da "Mulher gorda" (música cantada por muitas "mui nobres" tunas) também é bastante ofensiva... Ora vejamos:

"A mulher gorda para mim não me convém;
Eu não quero andar na rua;
Com as banhas de ninguém"

Banhas?? isto sim é ofensa às inúmeras mulheres obesas de Portugal...
Mulher alta ser apelidada de escadote??

Vejam bem a letra da música que directamente (e sublinho directamente) é bastante discriminatória!


Concordo que toda a gente tem o direito de críticar... mas antes de o fazerem devem pensar bem nas razões de o fazer.


Aqui fica a minha simples opinião sobre um assunto que, como se diz na minha terra, "Já cheira mal".


Sem mais assunto me despeço,
Andreia

Anónimo disse...

"Anónimo disse...
marta : só quem é tunante sabe o que o é ser!!! esse espirito não se sente sem o ser! és apenas uma acompanhante!
22 Novembro, 2010 01:19"

a quem escreveu isto digo que há por ai mt tuno e tunante que mesmo pertencendo a Tunas, não faz a minima ideia do que é ser Tuno!

e muita gente há que não pertencendo mas lidando com pessoas do meio, sabem mais do que muito tuno poderá alguma vez saber!

abraço

João Afonso
"Joni"

Eduardo disse...

Cada cavadela, cada minhoca... E, sim, parece-me que cheguei lá.

A seguinte quadra demonstra que afinal a "balta" afinal tem intenções sérias:

"Ao fim de tantas eu acertei
E uma caloira, eu conquistei.
E é com ela que vou ficar,
Provavelmente até casar."

"Ao fim de tantas" quê? "Caloiras", parece-me que é o que se subentende...

Ora assim se deduz que foi preciso correr muitas (tantas) para acertar...

Bom, afinal é tudo muito inocente e tem tudo uma finalidade científica: verificação, hipótese, experimentação e lei. Já descobri: é um tema sobre o método científico experimental!

Custou a entender, confesso (nem todos podemos ser inteligentes, não é verdade? - e ainda para mais face ao carácter superiormente simbólico da letra), mas agora é tudo perfeitamente evidente.

Abraço a todos.

Anónimo disse...

Pois é... nunca pensei que uma simples critica, mordaz sim, mas apenas uma critica pudesse acender tanta fogueira nas Beiras.

Ehh pahhh... será que não sabem aceitar uma critica?
Tanta coisa porque há quem não goste???
Até parece que é proibido ter outros gostos... fooonniiixxxx...

xaves disse...

caro WB

proveniência
s. f.
1. Origem; lugar donde uma coisa procede.
2. Pessoa da qual procede alguma coisa; procedência.

in priberam dicionario da lingua portuguesa

logo enganado não anda!!!!!

WB disse...

Cara Andreia,

O tema "Mulher Gorda" jamais foi aqui defendido como exemplo a seguir.
E não é por ser um tema mais velho que todos nós que isso faz dele exemplo. Além disso, é canção que levou muita letra nova, pior ainda do que a original.
Se não se sentiu ofendida, ainda bem. Cada qual convive com o que bem enende. Há quem goste e quem não goste.
Cada qual se situa segundo o seu código de valores.
Sente ser descriminação as banhas, o escadote, outros acham o mesmo quanto às virtudesn de "comer caloiras" e ao lema "só uma não dói" apregoando-o em palco, porque não é tratar a mulher com dignidade. Certamente que poucas se sentiriam honradas se assim interpeladas numa serenata, por exemplo.Ora a mulher, para os Tunos, deve merecer, nas suas canções, nos seus poemas, a maior das reverências.
O ideário romântico da Mulher, por parte dos tunos, a musa, a dama que todos cantam e cultivam, não se coaduna com o despropósito de se avançar com essas mensagens pouco respeituosas.

WB disse...

Sumariamente:

Aconselho a leitura atenta dos vários posts do Eduardo, que eleacima colocou. Leiam, aprendam e reflictam, preferencialmente sem presunções e sem altivez.

Aconselho, também, a leitura de 2 artigos do blogue "As Minhas Aventuras na Tunolândia", que devem servir para arrumar melhor algumas ideias e conceitos que me parecem muito equivocados nalgumas cabeças:

http://asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/2010/11/aventura-do-maior-da-minha-rua.html

e

http://asminhasaventurasnatunolandia.blogspot.com/2010/11/aventura-do-paradigma.html


Termino apenas dando conta de um parcial post que não foi publicado (por ser ofensivo), no qual um indivídio que usou o nome de "Outro Guru das Tunas" afirmou, na intenção de mostrar ser muito douto, que a Tuna e o termo "Tunae" provinham, afinal, da Turquia, mandando que investiguasse(mos) melhor.
A esse senhor, dizer que lhe ofereço um ferrari se conseguir provar o que diz.

Abel Lisboa disse...

Sabem o que vejo?
Uma tuna a divertir-se e um público animado. O que há de mal com esta imagem? Ha muito boa tuna que se rege pelas supostas regras tunantes e só dá seca. Tocam muito bem, têm arranjos vocais de fazer inveja a coros profissionais mas não animam, fazem-me adormecer.
Gostaria de voltar ao antigamente quando a TUP tocava a "História do Capuchinho" e a EUL a "Mulher Gorda" e a EUC o "Afonso".
Eu sempre disse que preferia ganhar o público a ganhar pedaços de plástico.
Seca? Não obrigado.

Guru-San-Yo disse...

Grato amigo,

Não sei se reparaste, mas ao que parece este teu blogue, afinal, tem mais importância do que julgarias que tivesse. Vé lá tu que até tiveste direito a um comunicado oficial e institucional, a dizer..... que não iam dizer mais nada.

Obviamente que é o cúmulo do ridículo, ainda para mais porque, e dei-me ao trabalho de reler, nunca os tipos aqui se vieram pronunciar oficialmente ou como instituição e por isso misturam aspectos institucionais com a participação individual, confundem o que são opiniões individuais com aspectos formais.

Para alguns que tão pouco crédito atribuem a este blog (só os blogs da rua deles é que são, só os públicos que os aplaudem é que sabem de tunas e têm bom gosto), afinal até o tratam institucionalmente. O que mostra que a opinião de alguns vale alguma coisa porque não são uns meninos quaisquer que andam nisto para fazer figuração e agradar a todo o custo.

Pena é que não emitam comunicados a elogiar e a agradecer a todos os sites e blogues que dizem bem deles, e também aos que não dizem nada.

Nem sei como ainda não emitiram um, em letras garrafais, a dizerem bem deles próprios (coisa que nunca fazem.....,ironicamente).

Já que estamos numa de comunicados, algumas tunas (e algumas precisamente da UBI), bem que podiam emitir um comunicado a pedir desculpa por usurparem músicas de tunas alheias, as transformarem mal e porcamente, sem terem sequer a decência de citar os autores do original (como aqui disse o Paulo Martins). Isso é roubo e profanação e é pena que tunos como o António Vicente da EUC, e a própria EUC, sejam tão pouco respeitados. Usarem músicas que são já do patromónio das tunas, da sua história, e mutilá-las é baixo e é vil, e ainda por cima afirmarem serem como que hinos de determinada academia (o que ainda é pior).
O mesmo digo de temas de outros autores, sejam Quinta do Bill, Rute Marlene ou Júlio Iglésias.

Assino com pseudónimo, não vá levar uma malha um dia destes.

Eduardo disse...

O amigo Abel deve estar a referir-se à "Odisseia" da Desertuna (aglutinação de "deserto" /seca/ + tuna) - que tem, de facto, arranjos instrumentais e vocais de muito boa qualidade, sendo que a ideia em si, além de original, está muito, mas muito bem conseguida e executada.

Será que a "Odisseia" segue as suportas "regras tunantes"? Não sei, pois não sei o que isso seja. Mas parece que o Abel é de opinião que sim.

Se seguir as tais "regras" (?) é um fardo, têm uma solução fácil: deixem de se chamar tuna. Deixam imediatamente de ter "regras" (?) a seguir. Onde está a dificuldade disto?

"If you can't stand the heat get ou of the kitchen", que é como quem diz "Quem não pode, arreia".

Será que ter o título de tuna dá jeito para umas coisas e já é uma "seca" para outras?

Pelo visto, era preferível que mudassem o nome para (com perdão da brincadeira) "D'zert-tuna": animação a rodos e milhares de teenagers aos berros ! Confesso que assim será mais difícil adormecer...

Abraço!

Augusto disse...

Ganhar o público não pode ser um objectivo a que se chega sem olhar a meios.
O que se verifica, infelizmente, é que continua a haver pessoas que acham que é tudo deles e fazem ouvidos de mercador quando não lhes convém.
É ridículo o argumento do público quando só consideram os que os aplaudem (não se pode contrariar os vidrinhos, coitadinhos que eles é que sabem tudo). Havia muito público para o Zé Cabra ou o Tino de Rãs e nem por isso os tornou referências de boa música, embora não seja aqui a qualidade musical posta em causa, nem o assunto tratado. Mas o facto é que tem mais público o Tony Careira e os cantores pimba do que os Madredeus o quarteto de cordas do conservatório do Porto, o coro dos antigos orfeonistas ou a orquestra filarmónica das beiras. Podemos, a partir disto dizer que é o número de pessoas que assistem que determina tudo?

Depois também achei completamente ridículos os constantes auto-elogios dos ditos desertunos. É mesmo de quem se alimenta do seu próprio espelho e se envaidece do seu próprio eco. Um narcisismo que não fica bem. Fazem a festa, deitam os foguetes e apanham as canas, tocam e aplaudem-se a si mesmos e acham que todos têm inveja deles e ai de quem ousar melindrar o seu polido ego.
Para um grupo com tão poucos anos de existência, por mais que tenham muita qualidade musical, é muita falta de chá acharem que são alguma exemplo ou monumento no universo das tunas deste país.
Podem ser de facto uma grande tuna (não questiono, mesmo se pouco sei deles), mas pelo que aqui li aqui e não só, não me parecem ser grandes tunos (pelo menos os que se manifestaram). E há coisas que a mera qualidade musical não disfarça.

Ravanelli disse...

EEEEHHH PÀ! Disseram-me que aqui havia cerveja, mas afinal não...

Anónimo disse...

Eu li isto td de fio a pavio e no fim apenas tenho uma pergunta: quem é, afinal, a desertuna????? é k nunca ouvi falar, sequer :((((

mc

Zé do Boné

Um leitor devidamente identificado disse...

Ainda bem que situações como esta acontecem: é aqui que (e roubando uma expressão que alguém proferiu mais acima) se vê quem verdadeiramente sabe ser e estar nestes locais.
É bom que discussões destas existam em blogues de tão grande audiência, de forma a que todos os que lêem saibam quem afinal é, na realidade, a Desertuna. É quando se fere o ego, quando se é do contra, quando se critica mordazmente que a essência das pessoas (e das instituições que representam) vem à tona.
O dido comunicado que nada diz peca por dois motivos: é tardio (quem teve de espingardar já espingardou, rebaixando ao pior nível possível o nome que tanto dizem defender) e só mostra que, afinal, há coisas que incomodam. E se um elefante incomoda muita gente, muitos elefantes incomodam muito mais.
Saibam ser formigas...
Cumprimentos.

Abel Lisboa disse...

Meu caro Augusto.
Quando vai ver um espectáculo é suposto ficar entretido e animado. Se o público aplaude é porque gosta. Nota-se pelo video que não aplaudem só no fim como por obrigação mas sim acompanham toda a música.
Vai-me dizer que o Tony Carreira não é o bom artista? Se não o fosse não teria tanto sucesso. Certamente será dos melhores no seu registo. A sua musica insere-se num genero mais popular que não se pode comparar aos Madredeus, ao Quarteto de Cordas do Conservatório do Porto, ao Coro dos Antigos Orfeonistas ou a Orquestra Filarmónica das Beiras. São registos completamente diferentes e para públicos diferentes nem estes comparaveis entre si. Correndo o risco de ser mal interpretado, os grupos que referiu são do interesse de um público mais selecto.
No caso da Desertuna, estão no meio de Estudantes a animar Estudantes. Deixam de ser uma tuna por cantar em Inglês ou por um ou outro comentário mais mordaz? Se assim o fosse não haveria tunas.
Voltemos as origens e vejamos o início onde não existiam regras nem velhos do restelo nem teóricos das tunas. Naquele tempo era tudo mais natural. Era malta a divertir-se onde (quase) tudo era permitido.
Não acredito que a Desertuna num festival utilizasse um medley do género. Tendo em conta o contexto em que estavam inseridos e a adesão do público só tenho de lhes dar os parabéns.Quanto ao facto de as tunas fazerem tudo para animar, nem quero falar de confetis, bandeiras, estatuas humanas e outros números circenses.
E mais não digo.

Paulo Martins disse...

Caro Abel Lisboa,

"Voltemos as origens e vejamos o início onde não existiam regras nem velhos do restelo nem teóricos das tunas. Naquele tempo era tudo mais natural. Era malta a divertir-se onde (quase) tudo era permitido."

Meu caro, o seu "início" quando e onde ocorreu? O que viveu e que histórias tão libertinas tem para nos contar? Quem conheceu e com quem privou, se documentou e aconselhou?

É que, e fazendo fé, ou o caríssimo pensa que tudo começou há pouco ou não andava por perto.

Se de facto teve a oportunidade de participar no "ínicio", acredite que desaproveitou momentos únicos do associativismo ou se distraía com outras coisas.

É que no caso, o que afirma, além de ser uma total falácia, é de uma irresponsabilidade perigosa. Grave.

Cumprimentos

Paulão

Augusto disse...

Abel Lisboa:

Que como diz bem, cada um dos exemplos são registos diferentes, mas a tuna também o é. A tuna não são vários registos, apenas um só: o de tuna, independentemente de ser eclética e abarcar vários géneros. Mas na tuna não cabe tudo sob pena de deixar de o ser. Não é o público que tem de definir o que é uma tuna, mas a própria que deve saber sé-lo e sendo reconhecida, ou não, pelos seus iguais, pela comunidade em que se insere.

A tuna também não se destina a todo o público, porque há-o que não aprecia esse registo. Gostos são assim. É isso motivo para desvirtuar só para agradar a gregos e troiano? Pois, mas segundo consta é coisa impossível, por isso é que uns gostam de tunas e outros não.
Fala das tunas de antigamente e sinceramente não sei a que se refere. Que antigamente é esse? Sugeria-lhe cautela se entrar pelo lado histórico e cultural, não fosse estar num espaço detido por quem percebe certamente mais disso do que nós os dois ao quadrado.
Mas se está a falar dos tempos aureos da "pilinha" e quejandos, olhe que não deixam tanta saudades assim (pelo menso a mim), porque aí sim, e ainda bem, houve muita evolução (essa sim positiva) em que muitas tunas perceberam que não era com esse tipo de mensagem que estavam a promover fosse o que fosse.
Se fala da época anterior ao boom, então o que diz ( de que quase tudo era permitido), não me parece corresponder aos factos.

Mas disse uma coisa importante: que a desertuna não leva este tipo de reportório para certames ou encontros de tunas. Por alguma coisa será. Ser tuna é ser em qualquer lugar e não ser como o camaleão que é tudo e não é nada. Se o público fosse constituído por mães solteiras também entrava o tema da Ágata? E se o público fossem só portistas iam lá cantar "SLB filhos da..." só porque isso provavelmente iria agradar e teriam o público todo a entoar em coro?

E o que me diz do hino do mundial com aqueles rapazes a dançarem aquela coreografia? O que tem a ver esse tema com tunas e estudantes? O objectivo é só para animar a malta, pra ser giro? Então voltamos ao "pão e circo" da época dos romanos?
Critica o excesso de circo dos confetis e bandeiras, estátuas humanas, etc. Critica bem. Acho o mesmo; tal como de fazer o mesmo à escolha de reportórios, de se cantar temas anglo-saxónicos só para ser "prá-frentex". Mas também critico, como outros já fizeram, o desaforo de pegar em temas de outros, descontrui-los, meter-lhes uma letra "daquelas" e depois dizer que é um hino da academia. Issso então é o cúmulo da baixeza e do desrespeito. Se querem cantar esses temas, ao menos que respeitem os autores e o original.

Ainda bem que o paradigma não são tunas com letras mordazes e a venderem-se à lógica comercial e das modas, trocando o seu idioma por outros onde nunca houve tradição de tunas. E se já foi assim em certas latitudes, ainda bem que se cresceu e amadureceu e que se deixaram esses provincianismos.
Que uma tuna cante em estrangeiro quando lá se desloque, por cortesia, percebo muito bem. Que traga um tema local ou regional de uma digressão e o apresente a título de excepção, também entendo.
O resto é falta de senso. E se fosse próprio de tunas também levariam isso para qualquer espectáculo de tunas; só que não levam, porque provavelmente se dariam mal.
Não se pode ser tudo, ser uma coisa num sítio e outra noutro. Ou se é sempre, ou mais vale não ser e amigos na mesma.

Como dizia o Eduardo (muito bem pescada essa) ou são Desertuna ou são D'zert-tuna. As 2 coisas é que não.

Carolina Mendonça disse...

"Ravanelli disse...: EEEEHHH PÀ! Disseram-me que aqui havia cerveja, mas afinal não...24 Novembro, 2010 14:59"

Tou contigo... Não vale a pena continuar a bater no ceguinho, porque na verdade se ele é "ceguinho" NÃO VÊ!!!

Abel Lisboa disse...

Caro Paulão, caro Augusto
O conhecimento que adquiri é proveniente de recolhas feitas a titulo pessoal. Certamente podem conter dados errados uma vez que a transmissão oral propaga incoerências. O diz que disse vá.
De resto recorro aos poucos registos escritos e gravados que consigo obter. Poderá não ter acontecido bem assim mas também não deve estar muito afastado da verdade. Vão-me dizer que não foram cometidos excessos à luz da irreverência estudantil que mais tarde foram perdoados?Existia, de facto, uma grande peso institucional em representar a universidade e a academia mas basta ver registos antigos para perceber que a qualidade nao era muita mas a diversão era genuína. Era esta ponte que queria estabelecer com a tuna em questão. Certamente num determinado ponto houve grupos a tomar iniciativa e puxar os limites, tentar novas sonoridades e até mesmo instrumentos.
O que hoje é tabu amanhã é banal. Concordo com o Paulão quando diz que cantar é inglês é o mesmo que cantar em italiano ou espanhol. Logo qual é o limite afinal?
E mais. Qual é o problema desta tuna concretamente? Cantar inglês? A postura em palco? Ou as letras?

WB disse...

Isto vai longo, longo mesmo.
Vou abster-me de responder aos argumentos entretanto degladiados (porque se vão respondendo mutuamente em são debate), até para poupar os olhos aos leitores, pois que esta odisseia já leva mais Cantos que os Lusíadas.

Fico-me por responder a todos, pegando no que disse o "Guru-San-Yo":

Como deves calcular, estou-me pouco ralando para comunicados. É mesmo pró lado que durmo melhor.
Se lançaram um comunicado é lá com eles. Eu não fui contactado, nunca aqui se manifestaram intitucionalmente, pelo que não chegou a este bairro. Lançaram um comunicado? Pois fizeram bem, é coisa deles, da rua deles e para a associação de moradores da respectiva freguesia, um anúncio "Rugae et Barri".

O que alguns teenagers emproados precisavam era de "Gurosan", que também parece ser terapeuticamente adequado a quem sofre de "gurusite".

Uns pregam No deserto e outros PRÓ deserto, e eu...... bebo conhaque e fumo um charuto.

Abraço.

Eduardo disse...

Leio e pasmo...

«...o início onde não existiam regras nem velhos do restelo nem teóricos das tunas.»

Segundo parece, no início era tudo à vontade do freguês. De que início está este senhor a falar? De 1888? De 1984? É bom que nos situemos, para podermos aferir com maior exactidão o grau da asneira.

Sobre velhos do restelo, agradeço e incito até a que digam que tenho "aspecto venerando" e que falo "com um saber só de experiências feito" e que sou "experto" no que digo e que sou "honrado". Pelo visto, o sr. Abel não é nada disto. Ele o diz, não sou eu, porque ao chamar-me "velho do restelo" está a gritar a plenos pulmões que o não é. Já tinha a certeza, mas agradeço a confirmação.

(continua)

Eduardo disse...

(continuação)

Quanto a haver "teóricos das tunas": se são "teóricos", então é porque não são nem foram "práticos".

Ora como compreender isto se todos os que aqui são metidos debaixo desta capa são ou foram fundadores de tunas (um deles até fundou duas, vejam só)?

Alguns compuseram hinos que são entoados de norte a sul - tunisticamente falando. Como "teoria" não está má.

(continua)

Eduardo disse...

(continuação)

Fala-se do "Capuchinho", mas esquece-se a "Menina que Estás à Janela" ou o "Azul do Céu". Fala-se do "Cielito Tuno", mas esquece-se o "Scherzo" ou o "Adeus, Corunha". Só se traz à colação o que interessa.

É como o meu filho que pensa que me dá uma grande resposta quando lhe digo "Pá, não fumes" e ele contrapões "Pois, mas tu fumas". É giro fazer bolinhas de fumo, mas já não é tão giro ter perdido o paladar ou tossir três meses a fio no Inverno.

Não me leves a mal, Abel, se te aconselho a não fumar: não perdi a autoridade moral, não senhor. Pelo contrário.

Eu prometo não levar a mal quando me chamares velho do restelo. Até agradeço.

Abraço!

Paulo Martins disse...

Conhaque, Charuto...

O tempora, o mores...

Nobless Oblige!

Peço desculpa pelo estrangeirismo...hehe

Abraço

Paulão

Paulo Martins disse...

Caro Abel,

Quando refiro cantar em inglês não estou a tirar a ponteira ao escape. Que fique bem claro que, para este Velho do Restelo, executar um tema das raízes sócio-culturais de um determinado povo não significa que desatemos a prestar tributos à Shakira.

Saber fazer e o seu porquê, são o fundamento de uma opção. Apenas isto.

Fica o esclarecimento

Paulão

WB disse...

Não deixo de salientar, também, a enorme falta de decoro e abjecta atitude de uma certa revista a fazer de partitura (na estante do maestro) no sketche instrumental de uma certa tuna dos lados da capital.
Nuna me tinha apercebido da mesma até hoje.
Tudo a seu tempo: não faltará oportunidade para dar um salto até essas bandas, a que se juntarão outras pérolas comportamentais.

Abel Lisboa disse...

Deixo apenas este video à vossa consideração
http://www.youtube.com/watch?v=FvI-YcAQfxw

El Yacaré!!! disse...

Já que há tanta gente aqui a malhar neste post... vou também molhar a sopa.

Já privei com a Desertuna (com as minhas duas tunas) e posso afirmar que são malta porreira. Cheia de power e de vontade para cantar, tocar e animar.

Eu percebi a cena deles. É a recepção ao caloiro. É festa. É alegria e pronto... vamos lá animar a "balta" (como disse o Eduardo).

Mas uma Tuna, especialmente uma que representa uma academia tem de ter alguma sensibilidade e tacto no repertório que escolhe.
Falou-se aqui que as tunas no inicio tocavam Mulheres Gordas e Pilinhas e Capuchinhos. Eu sou da geração das tunas dos anos 90 e essas foram as minhas influências e os pontos de partida. Foram maus pontos de partida? Não creio. Foram os únicos pontos de partida. Não, não foram. Mas foram pontos de partida motivadores. Toda a gente na minha geração era doida pela Muilher Gorda e pela Pilinha (salve seja ;)).

Agora imaginem um bando de miudos numa academia a ver esta tuna, uma tuna de respeito, a tocar estes temas em inglês. E esses mesmos miúdos querem formar uma tuna na sua faculdade ou na sua academia. Estão a ver não estão? Vai ser um valente YMCA e It's raining men Aleluia (salve seja ;)).

Isso é ser Tuna e perpetuar a tradição tunante? Não. Desculpem mas não é.

Eu sei que o exemplo é exagerado e ridiculo mas não é assim tão, tão, descabido. Pode acontecer.

Se realmente o intuito era animar a malta... poderiam ter feito para aquela altura uma espécie de "boys band muito grande" e usar baterias e guitarras eléctricas e orgãos eléctricos e intitulavam-se outra cena qualquer.

Uma tuna tem de respeitar certos e determinados preceitos e só porque dá jeito para fazer uma cena qualquer não podemos usar argumentos como inovação como e quando nos apetece. É para inovar? INOVEM. Não INVENTEM!

Um abraço a todos!

JACARÉ

Eduardo disse...

Caro Abel Lisboa:

outra série de lamentáveis ocorrências (v. "palhaçadas").

Estará assim justificada a da Desertuna?

WB disse...

Nem mais, Eduardo.
Pena é que ainda se verifique o argumento que costumamos ver em crianças do "Ele também fez/faz" ou "Não fui/sou só eu". Pena é que muitos escolham sempre os maus exemplos para justificarem ou menorizarem os seus, ao invés de seguirem os bons.

Eduardo disse...

Caro Abel:

as palhaçadas a que me referia é aquilo que se vê no link que deixou mais acima.

Abraço!

Abel Lisboa disse...

No meu entender acho mais deplorável o que se vê no video do que o que fez a Desertuna. Nao souberam respeitar o sitio onde estavam. Contudo não vejo celeuma e discussão por causa disso. Era isto que pretendia com o video.

Eduardo disse...

Caro Abel:

e conseguiste o que pretendias - pelo menos mostrar que (aparentemente) existe alguma dualidade de critérios.

Seja como for, a pergunta mantém-se: a Desertuna fica justificada?

WB disse...

Ora, nem mais.
Ninguém disse que os exemplos citados não eram condenáveis (e há muitos outros, aliás). O facto é que o mal dos outros não justifica o nosso. Este artigo foi sobre um aspecto em questão, não sobre os demais ou outros.
Tudo a seu tempo, que este blog não tem por função andar à"caça" de ninguém.
Já não é a 1ª vez que aqui se denunciam exageros (olha, o Kilt já mereceu atenção, há tempo).
Outros se seguirão.