Quinta-feira, Novembro 19, 2009
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Quarta-feira, Novembro 18, 2009
Sexta-feira, Novembro 13, 2009
Notas sobre Tradição Tunante
É comum assistirmos a alguns arrivistas e tunos de ocasião (que não têm outro nome) a distorcerem, propositadamente, a ideia de Tradição Tunante, com o fito único de poderem justificar práticas artificiais, as quais, eles próprios, esperam ver reconhecidas como tradição.
Um dos lugares comuns desses ideólogos (ou idiotas, em linguagem familiar) é a do repúdio do passado, como se estivesse fora de moda, asumindo-se arautos de um futuro que, nesse prisma afunilado, durará apenas o tempo de outros o darem como ultrapassado e decrépito.
Ao abrigo do chavão da "inovação", e numa incoerência grosseira, colocam em causa a validade de um legado, substituindo a matriz identificativa da Tuna por enxertias, e colagens forçadas, de idiotice, achando os demais papalvos a ponto de comerem, e calarem.
Mas acham muito bem, afinal a larga maioria da comunidade é constituída de papalvos, sejam os que o são "tout court", sejam os demais que, por consentimento (provindo de uma passividade feita "nacional porreirismo" e, geralmente, de uma profunda ignorância e iliteracia em assuntos nos quais esperaríamos outra excelência e saber em gente superiormente letrada), por passividade ou ou falta de verticalidade assumem esse papel.
É verdade que a Tradição contempla a própria mutação e transformação, numa diagese evolutiva natural (excepto nas grandes cisões, mas daí resultando algo totalmente díspar e com outro nome e configuração), algo totalmente diferente da actual moda tunante de criação de novas tradições que colidem, não poucas vezes, com algo já exisente, e a que certos "iluminados" ainda têm o descaramento de achar que ainda cabe no modelo anterior e no conceito genuino de Tuna.
Não provocaria agitação se as novas ideias viessem preencher espaços vazios ou fazer um verdadeiro upgrade qualitativo, mas o que se passa é que, umas vezes por ignorância, outras por evidente má-fé, há quem se ache no direito de deitar fora uma identidade, substituindo-a por algo que vem descaracterizar e delapidar a própra razão de ser, e existir, do conceito, do património genético, e secular, que justifica a denominação Tuna (e todos os traços distintivos e caracterizadores desta cultura).
Por Tradição se entende o conjunto de doutrinas e práticas que constituem um património, uma memória colectiva e um legado de um determinado grupo, comunidade (ou sociedade), transmitida geracionalmente - com o intuito de conservar esse mesmo património e tradição, como traço identificativo e caracterizador dos indivíduos (do grupo) que intervêm na sua vivência e transmissão.
Assim sendo, a primeira função da Tuna é retratar um conceito e património; acto que, por si, implica a sua preservação e promoção enquanto cultura, enquanto património......enquanto Tradição (imutável no essencial).
Mas porque a Tuna é espelho da realidade social, é natural que, amiúde, se vá enriquecendo, muitas vezes incorporando novos traços e práticas. Veja-se, por exemplo, os muitos ritos que transitaram da Praxe Académica para as Tunas (e vice-versa).
Mas uma coisa é o upgrade natural outra é o artificialismo inventado e pregado à força, à custa da delapidação e abandono dos traços que são essência e identidade da Tuna.
Há boa gente que, à falta de saber e competência (e vontade em saber e conhecer), prefere preencher os seus vazios intelectuais com neo-invenção e idiotices de voláteis modas, achando-se proprietários do conceito Tuna, quando deveriam perceber que são apenas fiéis depositários (e, neste caso, é ver que alguns preenchem muito mal esse papel).
Nada contra a inovação, conquanto essa não se faça à custa do essencial. Mas o problema é que demasiada gente, que se cognomina e se acha Tuno, nem sequer sabe o que é o essencial, o que é Tuna, qual a sua história e em que assenta a sua identidade e diagése. Daí ao travestir da Tuna, por mão de certos malabaristas e ilusionistas de ocasião ou de especialistas na contrafacção tunante (de que resultam "tunas a martelo") é um passo (já dado, como se pode verificar, desde que olhando com olhos de ver).
Mas que é isso, afinal, de tradição?
Começaríamos, antes demais, por perceber que podemos emprestar, a esse substantivo, a ideia de que pode ser considerada tradição uma prática com 20 anos, tal como outra com 100. Mas, tratando-se do mesmo contexto, neste caso Tunas, deveremos atentar para a hierarquia e peso de cada uma. Nem sempre o que perdurou mais é de reter (como a história no lo provou várias vezes), mas em assuntos tunantes, falta, sem dúvida, uma qualidade que parece não passar de ténue utopia: o respeito.
Respeitar um legado anterior, neste apartado das Tunas, terá sempre mais validade do que uma "inovação" com 3/4 de mês que "passa por cima de toda a folha", mesmo que disfarçadamente.
No caso português, não esqueçamos que a Tuna sofreu um interregno longo (salvo o caso da TAUC, TUP e Tuna do Liceu de Évora que, grosso modo, continuaram a retratar as práticas e traços das tunas do séc. XIX e inícios do XX), e que apenas o país vizinho (verdadeira pátria das Tunas e alfobre da Tradição - que nós importámos) continuou a fazer caminho, onde se regista, na vigência do S.E.U. (no longo reinado do Caudilho, generalíssimo Franco) a grande formatação e upgrade da Tuna Universitária.
O nosso boom acaba por ser como que uma máquina do tempo que atalha, e contorna, cerca de meio século de diagese tunante, sendo por isso natural que o modelo basilar fosse não o do primeiro grande movimento tunante do séc. XIX, mas a cópia do modelo já alicerçado, formatado e evoluído que as tunas do país vizinho prefiguravam nos anos 80 e 90 do século passado.
O que já não parece assim tão natural é que, em 2 décadas, tenhamos dado tanto gaz à máquina temporal que até nos achamos legitimados para cenários de pseudo-inovação futurista.
Tradição existe, não tenhamos dúvida, embora subdividida em 2 grandes grupos:
a) A das estudantinas e tunas do séc. XIX e inícios do XX.
b) A das Tunas Espanholas, à época do boom, as quais, pronvindas da mesma tradição da alínea anterior, prefiguram uma nova matriz iniciada sob o Franquismo (traje, certames, baptismos, apadrinhamentos, postura de pé.....), sem contudo abandonar o essencial do seu legado centenário.
É essa cultura, essa tradição (e todos os traços que conferem legítima,e legitimadora, identidade) que constituem o pratrimónio a ser retratado, preservado e promovido em primeira, e imperativa, instância, antes de nos acometermos a adornar, reinterpretar ou armarmo-nos em aprendizes de feitiçeiro.
Baterias, saxos, sapatilhas, patins, calções às bolinhas......são pseudo-inovações que, olhando ao tudo aqui dito, e pela forma como são "amarteladas", e justificadas, não passam de idiotices redondas que não possuem sustentáculo histórico e musical algum, em termos de tradição e conceito tunante.
É esse património, essa tradição identificativa, que a próprio UNESCO incentiva a que seja preservado, respeitado e divulgado; uma preocupação já desenhada em 1989, quando adopta as Recomendações para a Salvaguarda da Cultura Tradicional e do Folclore, e que, em 2003, resulta na Convenção para a Salvaguarda do Patrimínio Cultural Imaterial, a qual entre em vigor em 2006, e que Portugal ratificou em 2008.
(ver Comissão Nacional da UNESCO).
No caso das Tunas, estas inserem-se no estipulado nessa convenção quanto ao respeito pelo património cultural imaterial das comunidades (como é o caso da Tunante), a qual se manifesta nas tradições orais,incluíndo a língua (castelhano e português. dado ser fenómeno ibérico) como vector do património cultural imaterial.Dessa noção, fazem parte, entre outros, segundo a dita convenção, os instrumentos, o traje, as práticas sociais, rituais e eventos festivos.
Uma coisa é certa, assitimos a inúmeras tentativas de delapidação patrimonial, quase sempre emnome de interesses comerciais ou competitivos (e nunca no interesse da Tuna como cultura e legado), um pouco aojeito da idiotice de por a "popota" como novo ícone representativo do Natal, dançando Kuduro ou rumbas natalícias.
Que foi feito das Renas e das tradicionais canções de Natal?
Que o Pai Natal já tinha açambarcado o papel de distribuir presentes ao Menino Jesus, já sabíamos. Menos mal, que era uma ajuda sempre bem-vinda.
Que já se tornava caricato que muitos nem se lembrassem que o Natal era a celebração do nascimento de Jesus (cuja figura se desvanecia perante a do gordinho avermelhado das barbas brancas), já nós sabíamos.
Agora hipopótamos como ícone Natalício? E por que não o Dumbo?
Se a "Popota" pega, daí a trocar-se a narracção bíblica pela do filme Madagascar 2 é uma questão de tempo.
Dá vontade de expressar um sorriso (sarcástico, irónico, o que seja - escolha o estimado leitor), mas é isso mesmo que alguns fizeram (ou tentam fazer), nas devidas assimetrias, à noção de Tuna.
Nem todas as tradições são boas, nem todas podem parar no tempo.
No caso tunante, por que não começar por abolir a tradição da ignorância autista e do neo-inventismo?
Fica a reflexão.
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Quinta-feira, Novembro 12, 2009
Melodias Plagiadas (Esclarecimento)
Um "Fait divers" que não queríamos deixar de dar a conhecer, por tudo quanto de pedagógico possa ter para quem detém blogues e trabalha honestamente.
No passado dia 9 deste mês (Novembro), o blogue "pedroflaviano" apresentou um texto que versava sobre o nosso bem conhecido, e estimado, António Vicente.
Esse texto chegou-me ao conhecimento por interposto blogue, a saber o Toada Coimbrã que, no dia seguinte (dia 10), reproduz a notícia da publicação desse texto (transcrevendo-o).
Qual não é o espanto quando o Notas&Melodias se apercebe que esse mesmo texto é cópia, quase integral, de um artigo por si publicado em 2007, sem referência a qualquer fonte!!!!!
Ou seja: http://notasemelodias.blogspot.com/2007/10/panegrico-antnio-vicente.html
O plágio era (e é) evidente, sendo a foto utilizada pertença do acervo pessoal do Notas&Melodias (a qual está recortada em torno do Vicente, pois que a original tem-me, a mim, a seu lado).
Prontamente dei conta do sucedido ao blogue Toada Coimbrã (cujo redactor é, como saberão, meu amigo pessoal), através de um post e de contacto directo.
Fique, desde já, claro que não se imputa qualquer responsabilidade ao blogue da Toada ou seu redactor, nem fica qualquer azia, embora este pudesse ter, quiçá, reeditado o artigo, e antecedido a publicação do texto com uma nota a dar conta do plágio.
O mesmo sucedeu com o autor do plágio, o tal "Pedro Flaviano", também via post (que não publicou, está claro!) e via mail (de cujo conteúdo, mais abaixo, dou conta).
Isto para dizer que pior do que uma distracção ou uma falta de cuidado, houve manifesta má-fé e tolhimento intelectual do dito "Pedro Flaviano", que não apenas se recusou a reconhecer o seu ilícito, mas ainda insulta o autor do Notas&Melodias., em pueril atitude e sobranceria.
Contas feitas, o dito senhor acabou por retirar o texto plagiado (vá-se lá saber porquê!?!), achando, deste modo, que isso faria esquecer o sucedido ou o poria a salvo de, pelo menos, da denúncia pública do seu ilícito.
Ficam, aqui, as imagens dos mails trocados entre esse "senhor" e o Notas&Melodias, para que possam, deste modo, ajuizar sobre a idoneidade e carácter (ou ausência destes, neste caso) do autor do blogue "pedroflaviano", cuja prática do plágio não se restringiu a este caso, mas se encontra em diversos outros artigos "seus", prejudicando e desrespeitando o esforço intelectual, rigor e excelência de outros - porque assim é fácil encher blogues.


Contra factos não há argumentos.
É fácil vender uma imagem de honestidade à custa da exploração do trabalho alheio - esse sim feito com honestidade e seriedade, mas o azeite vem sempre à tona (e nessas alturas se vê quem é quem)!
Quid Juris?
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Quarta-feira, Novembro 11, 2009
Melodias de Eucumenismo Tunante
Dois videos que ilustram a versatilidade da Tuna, neste caso no campo da animação litúrgica (de um casamento):
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Terça-feira, Novembro 10, 2009
Notas ao CD da AATUC
Tomo a liberdade de reproduzir a notícia constante no site Guitarra de Coimbra III:
A Associação dos Antigos Tunos da Universidade de Coimbra (AATUC), vai lançar um disco para angariar fundos para as obras de recuperação da Torre da Universidade. São dez temas com Guitarra e Canto de Coimbra, pelo grupo Raízes de Coimbra, grupo que acompanha as digressões dos Antigos Tunos há já alguns anos e dez números orquestrais, reeditados do disco Antigos Tunos, 15 anos depois. No espectáculo, actuam a TAUC e o grupo Raízes de Coimbra.
Diário de Coimbra de ontem, com texto de Ana Margalho
Octávio Sérgio in http://guitarracoimbra.blogspot.com/
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